Bio

     Criado em 2004 na cidade de João Pessoa no estado da Paraíba, o Grupo de Teatro Lavoura tem como objetivo a experimentação constante da linguagem teatral por meio da investigação de processos de criação da cena e do ator.

     Sua estreia foi firmada na cena teatral nacional com o espetáculo “Diário de um Louco”, baseado na obra do escritor russo Nicolai Gogol. Pautado pela experimentação no campo do trabalho do ator e das possibilidades de relação entre cena e plateia, em seu primeiro espetáculo, o Grupo Lavoura mergulha no universo de esquizofrenia de um funcionário público, que cria para si um mundo paralelo. Esse trabalho trouxe ao grupo a oportunidade de se apresentar por todas as regiões do país, arrecadando diversos prêmios e consolidando a continuidade de um trabalho que já dura dez anos.

     Depois de uma bem sucedida trajetória em seu primeiro trabalho, o Grupo Lavoura entra no processo de criação de seu segundo espetáculo intitulado “Bruta Flor”, cujo foco de experimentação volta-se para a construção de uma linguagem cênica pautada na união entre o teatro, a música e a literatura. Nesse processo, a junção entre essas linguagens trouxe ao grupo a colaboração de artistas da música reconhecidos nacionalmente. Nomes como Carlos Lyra, Chico César, Sueli Costa, Ná Ozzetti, Ceumar, entre outros, musicaram os poemas de André Morais, criados especialmente para o espetáculo. Essas canções fazem parte de uma narrativa e ajudam a conduzir a trajetória de um personagem, um trovador que conta e canta sua história. Toda parte musical é executada ao vivo, trazendo ao grupo uma experiência musical que traz força a sua cena teatral.

     “O Último Édipo”, terceiro espetáculo do Lavoura, estreia em setembro/2016, com direção de Jorge Bweres, texto de W.J. Solha e Dramaturgismo de Sandra Luna. Contemplado no FIC – Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos, edição 2014, nesse espetáculo, o Lavoura mergulha no universo da tragédia para criar sua versão do mito grego a partir de uma perspectiva freudiana e shakespeareana. Sem deixar de ser clássico, propomos uma narrativa paródica, dramática, trágica, mas, também, social e política. Enquanto desafio, buscamos ressignificar a eterna luta humana face aos desafios da vida, sem deixar de lado as ambiguidades e provocações que caracterizam a  contemporaneidade e a arte produzida em nosso tempo.

      Em Setembro de 2019 estreamos nosso mais novo espetáculo, “Todo Tempo do Mundo”, com encenação de Joevan Oliveira e dramaturgia de André Morais. Contemplado com o Fundo Municipal de Cultura – FMC da cidade de João Pessoa, edição 2016, o Grupo Lavoura explora o tema do tempo pelo viés da Espera. Nesse espetáculo, o grupo experimenta procedimentos de criação baseados nas técnicas de Viewpoint e Composição, como estratégias de transposição do universo ficcional do texto para a cena.

     Tendo em seu repertório esses quatro trabalhos, o Grupo Lavoura, junto com seus parceiros, se apresenta como um núcleo de experimentação pautado pela diversidade e investigação da cena e sua relação com as diferentes linguagens.

     O Grupo realizou em parceria com o IAMAKÁ, o espetáculo “A Matéria do Sonho”, baseado na obra de Miguel de Cervantes – “Dom Quixote”- com dramaturgia e atuação de André Morais. O espetáculo une música renascentista da Península Ibérica, artes cênicas e literatura e o circuito foi realizado em 10 igrejas de diferentes regiões de João Pessoa.

      Em parceria com a Orquestra de Câmara da Cidade de João Pessoa – OCCJP, realiza um espetáculo inédito em comemoração aos 100 anos do lançamento do livro EU, de Augusto dos Anjos, promovido pela FUNJOPE, denominado “Eu, Augusto”. Foi uma composição coletiva para dois atores, orquestra sinfônica, octeto vocal e sons eletrônicos. Neste espetáculo, o Auditório da Estação Ciência foi transformado num imenso livro sonoro – especificamente, o EU, de Augusto dos Anjos. O espetáculo proporcionou ao espectador uma experiência na qual ele, sentado na plateia, percebeu os sons se moverem ao seu redor, atravessarem de várias formas o espaço em seu entorno. Cada “onda” de sons carrega consigo um poema do EU…

 

 

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