O ÚLTIMO ÉDIPO

Programação parcial do 𝐒𝐄𝐒𝐂 𝐏𝐚𝐫𝐚í𝐛𝐚 – 𝐏𝐚𝐥𝐜𝐨 𝐆𝐢𝐫𝐚𝐭ó𝐫𝐢𝐨 𝐌𝐌𝐗𝐕𝐈𝐈𝐈 𝟐𝟎𝟏𝟖 em João Pessoa:

Oficina: “𝐓𝐫𝐨𝐜𝐚𝐬 𝐌𝐚𝐫𝐠𝐢𝐧𝐚𝐢𝐬”, com a Cia. Marginal (RJ)
𝟏𝟑/𝟎𝟒 – 𝟗𝐡
A atriz e diretora 𝐈𝐬𝐚𝐛𝐞𝐥 𝐏𝐞𝐧𝐨𝐧𝐢, da Cia. Marginal, do Rio de Janeiro, aborda a investigação e experiência através do corpo na oficina Trocas Marginais. Com improvisações e exercícios de composição conjunta, os participantes transitam entre extremos e constroem momentos cênicos que exploram diferentes possibilidades.
Inscrições no link: bit.ly/oficinaspalco2018

𝐄𝐬𝐩𝐞𝐭á𝐜𝐮𝐥𝐨: “𝐎 Ú𝐥𝐭𝐢𝐦𝐨 É𝐝𝐢𝐩𝐨”, com o Grupo de Teatro Lavoura (PB)
𝟏𝟑/𝟎𝟒 – 𝟐0𝐡
𝐋𝐨𝐜𝐚𝐥: Theatro Santa Roza
“Logo nossos políticos farão acordos com cláusulas secretas com firmas estrangeiras e com outros Estados, para enganar o povo, e em breve esta não mais será a democracia transparente que implantamos em Tebas”.
Essa é a tônica dada ao mais novo espetáculo do Grupo Lavoura, O Último Édipo.
Baseado no texto dramatúrgico “Édipo no Terceiro Milênio”, de W. J. Solha, o espetáculo convida o espectador a se aventurar pela trágica história de um rei que é levado pelo destino a assassinar o próprio pai e desposar sua mãe. Contudo, em sua releitura, para além da perspectiva freudiana e Shakespeareana dada ao mito por Solha, a montagem do Lavoura destaca o caráter social e político desta trama que, de diversas maneiras e sob diferentes ângulos, encontra reflexo no atual cenário político brasileiro.
𝐂𝐥𝐚𝐬𝐬𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚çã𝐨: 14 anos.
𝐄𝐧𝐭𝐫𝐚𝐝𝐚: 2 Kg de alimentos não perecíveis
Link: https://www.youtube.com/watch?v=AqSUuMusos4

𝐄𝐬𝐩𝐞𝐭á𝐜𝐮𝐥𝐨: “𝐄𝐥𝐞𝐬 𝐍ã𝐨 𝐔𝐬𝐚𝐦 𝐓ê𝐧𝐢𝐬 𝐍𝐚𝐢𝐪𝐮𝐞”, com a Cia. Marginal (RJ)
𝟏𝟒/𝟎𝟒- 𝟐𝟎𝐡
𝐋𝐨𝐜𝐚𝐥: Theatro Santa Roza
Ambientado numa favela do Rio de Janeiro, “Eles Não Usam Tênis Naique” narra o reencontro de um pai e uma filha que não se viam há muitos anos. Ele foi traficante nos anos 80, quando o comércio ilegal de drogas ainda mantinha um vínculo moral com a comunidade, ela é uma jovem traficantes nos dias atuais.O espetáculo é da Cia Marginal do Rio de Janeiro.
𝐂𝐥𝐚𝐬𝐬𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚çã𝐨: 14 anos.
𝐄𝐧𝐭𝐫𝐚𝐝𝐚: 2 Kg de alimentos não perecíveis
Link: https://www.youtube.com/watch?v=GdGbMeRtLCY

 

 

 

“Logo nossos políticos farão acordos com clausulas secretas com firmas estrangeiras e com outros Estados, para enganar o povo, e em breve esta não mais será a democracia transparente que implantamos em Tebas”.

Essa é a tônica dada ao mais novo espetáculo do Grupo Lavoura, O Último Édipo, que será apresentado no Teatro Arraial Ariano Suassuna no dia 27 de janeiro. Baseado no texto dramatúrgico “Édipo no Terceiro Milênio”, de W. J. Solha, o espetáculo convida o espectador a se aventurar pela trágica história de um rei que é levado pelo destino a assassinar o próprio pai e desposar sua mãe. Contudo, em sua releitura, para além da perspectiva freudiana e Shakespeareana dada ao mito por Solha, a montagem do Lavoura destaca o caráter social e político desta trama que, de diversas maneiras e sob diferentes ângulos, encontra reflexo no atual cenário político brasileiro.
Como bem destacou o filósofo fancês Michel Foucalt, Édipo, antes de tudo, é uma história de poder, é uma fábula de como a descoberta da uma verdade coloca em questão a autoridade de um soberano.
Em sua versão, o Édipo do Lavoura, ao afirmar que “as perguntas não mais são feitas em voz alta e as respostas já se enchem de evasivas” questiona a validade dos discursos construídos que funcionam como invenções para criar formas de poder que se difundem por todo o corpo social e se legitimam dentro dele através de práticas e dispositivos estratégicos, a exemplo do midiatico, do jurídico.
A trama do Lavoura deixa um alerta em relação a nossa política atual, na qual a utilização do discurso jurídico, mais do que um instrumento de busca da “verdade” pode funcionar como estratégia de manutenção do poder. A busca por provas a todo custo pode, na verdade, ser um dispositivo de exercício e manutenção de um poder soltário e, como tal, tirânico, em que as próprias leis são substituidas pelas “convicções” de acordo com as ordens e vontades individuais.
O espetáculo tem direção de Jorge Bweres com atuação de Joevan Oliveira, Ingrid Trigueiro, Herlon Rocha e Geyson Luiz. O dramaturgismo é de Sandra Luna, a direção de fotografia de João Carlos Beltrão e a participação em vídeo dos atores Ubiratan Di Assis, Amaury Veras e do próprio W. J. Solha. A trilha sonora é de Herlon Rocha e a produção está a cargo de Nina Rosa e Metilde Alves.

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