O ÚLTIMO ÉDIPO

 

O Último Édipo na Programação do 24º JGE

dia 27 de janeiro de 2018 às 20h

TEATRO ARRAIAL ARIANO SUASSUNA

Teatro Arraial Ariano Suassuna – Rua da Aurora, 457, Boa Vista – Recife/PE
Fone: (81) 3184 3057
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Compra com antecedência: Central de Ingressos, no Teatro Santa Isabel;
Pelo site: www.compreingressos.com/janeirodegrandespetaculos;
A  Bilheteria do teatro (abre uma hora antes da sessão).

24º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS
http://www.janeirodegrandesespetaculos.com/2018/

 

 

 

“Logo nossos políticos farão acordos com clausulas secretas com firmas estrangeiras e com outros Estados, para enganar o povo, e em breve esta não mais será a democracia transparente que implantamos em Tebas”.

Essa é a tônica dada ao mais novo espetáculo do Grupo Lavoura, O Último Édipo, que será apresentado no Teatro Arraial Ariano Suassuna no dia 27 de janeiro. Baseado no texto dramatúrgico “Édipo no Terceiro Milênio”, de W. J. Solha, o espetáculo convida o espectador a se aventurar pela trágica história de um rei que é levado pelo destino a assassinar o próprio pai e desposar sua mãe. Contudo, em sua releitura, para além da perspectiva freudiana e Shakespeareana dada ao mito por Solha, a montagem do Lavoura destaca o caráter social e político desta trama que, de diversas maneiras e sob diferentes ângulos, encontra reflexo no atual cenário político brasileiro.
Como bem destacou o filósofo fancês Michel Foucalt, Édipo, antes de tudo, é uma história de poder, é uma fábula de como a descoberta da uma verdade coloca em questão a autoridade de um soberano.
Em sua versão, o Édipo do Lavoura, ao afirmar que “as perguntas não mais são feitas em voz alta e as respostas já se enchem de evasivas” questiona a validade dos discursos construídos que funcionam como invenções para criar formas de poder que se difundem por todo o corpo social e se legitimam dentro dele através de práticas e dispositivos estratégicos, a exemplo do midiatico, do jurídico.
A trama do Lavoura deixa um alerta em relação a nossa política atual, na qual a utilização do discurso jurídico, mais do que um instrumento de busca da “verdade” pode funcionar como estratégia de manutenção do poder. A busca por provas a todo custo pode, na verdade, ser um dispositivo de exercício e manutenção de um poder soltário e, como tal, tirânico, em que as próprias leis são substituidas pelas “convicções” de acordo com as ordens e vontades individuais.
O espetáculo tem direção de Jorge Bweres com atuação de Joevan Oliveira, Ingrid Trigueiro, Herlon Rocha e Geyson Luiz. O dramaturgismo é de Sandra Luna, a direção de fotografia de João Carlos Beltrão e a participação em vídeo dos atores Ubiratan Di Assis, Amaury Veras e do próprio W. J. Solha. A trilha sonora é de Herlon Rocha e a produção está a cargo de Nina Rosa e Metilde Alves.

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